
Por Gustavo Castañon
Apareceu o poder mágico do poste de Lula no
primeiro turno: empatar com a Marina e o Ciro. Já o super-poder do poste no
segundo turno todos já conhecemos: perder de dois para um para qualquer um,
inclusive o Bolsonaro.
Isso depois de um ano inteiro de campanha e caravanas pelo
Brasil, e exposição midiática máxima com a injustiça de sua prisão. O dedo de
Lula portanto vale entre 7% e 8% de intenções de voto. É muito. Mas e a
rejeição?
Eles dizem que revertem essa rejeição
construída por dezesseis anos mole na campanha. Isso porque o Lula nem vai
poder falar, os adversários fazem campanha com a imagem da Gleisi e da Dilma
apoiando (contra, diga-se) e o PT só terá dois minutos de TV durante um mês e
meio. É tudo.
Mas o problema seria exatamente conseguir. Sim, porque como a derrota de qualquer candidato do PT no segundo turno é certa, sua eventual vitória no primeiro turno arrastaria o país para o inferno do fascismo neoliberal referendado nas urnas. O prêmio para tamanho crime não será pequeno. Será provavelmente a inabilitação do partido, a prisão de boa parte de sua elite dirigente e o encarceramento de Lula até sua morte.
Ou se livrar de tudo isso?
A consequência mais insignificante ainda esquecida pela cúpula e militância do PT dessa luta pela hegemonia do pavilhão 13 do futuro campo de concentração do Bolsonaro é que o Brasil acabará; virará uma fazenda dos EUA e da China; e nossos filhos serão escravos e morreremos trabalhando por uma das sociedades capitalistas mais atrasadas que existem no planeta Terra. Mas é nesse momento dessa conjectura que você acorda e se lembra que a esquerda não é gado.
Cada vez mais gente vê esse momento histórico com clareza. Eles não terão espaço para fazer isso. Nós viabilizaremos uma alternativa a esse suicídio com trabalho. É o que estamos fazendo há um ano.
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