
Por Paulo Henrique Faria
Neste
ano que está para se findar, muita coisa ocorreu no Brasil, agora governado
pelo aparvalhado Jair Bolsonaro. O próprio usou e abusou das técnicas de “cortina
de fumaça” para esconder os verdadeiros absurdos. Lula foi solto e promete
continuar com seus vários erros políticos. Ciro Gomes colocou Bolsonaro, filhos
e apoiadores da extrema-direita em seus devidos lugares. Enfim, este ano deu,
de fato, muito pano pra manga.
Bolsonaro
soltou várias pérolas nas redes sociais e em entrevistas à grande imprensa. E
ainda incentivou ministros de capacidades duvidosa como Abraham Weintraub, Damares
Alves, Ernesto Araújo e até Paulo Guedes pra fazerem o mesmo. A famosa e anacrônica
técnica “cortina de fumaça” visou esconder os escândalos de corrupção
envolvendo os “laranjas” de Flávio Bolsonaro e o PSL; além é claro de desviar o
foco de como este governo tem sido ruinoso para o país e nossa população.
Em
novembro o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi solto. Ao invés de
procurar aglutinar o campo progressista, fez questão de ratificar seu tom
hegemonista e arrogante. Referendou que continuassem os ataques ao ex-aliado
Ciro Gomes e insiste em não fazer autocrítica pelos sucessivos equívocos realizados
por ele, Dilma e boa parte do PT. Sem mencionar a narrativa polarizante entre
ele (Lula) versus Bolsonaro. O projeto de poder é sem dúvida nenhuma mais
importante do que a causa nacional, para Lula e seus seguidores mais fervorosos!
Alheio
às atitudes populistas e pouco preocupadas com os problemas nacionais, Ciro
Gomes continuou realizando palestras Brasil afora. Chamou bastante a atenção
também quando deu entrevistas contundentes – e por consequência virais – na TV,
rádio e internet. Ciro gravou com humoristas como Maurício Meirelles e Gustavo
Mendes. Falou com Marcelo Tas na reestreia do programa Provocações. Foi à Jovem
Pan duas vezes; primeiro ao Morning Show para refutar o pedante Caio Coppola,
depois ao Pânico para detonar novamente Rodrigo Constantino. Ambas deram
bastante repercussão nas redes sociais e em toda a mídia.
Ciro
fortaleceu suas redes sociais, com destaque para o “Repare Bem”, veiculado no
seu canal de YouTube. E claro, teve grandes tiradas no Twitter como o já icônico
“Tolete de Esterco”, endereçado a Eduardo Bolsonaro quando mencionou uma
possível volta do lamentável AI-5. A última foi ter respondido provocações de
apoiadores bolsonaristas em Fortaleza com “Bolsonaro é ladrão!”. Tudo isso no
dia da final do Mundial de Clubes e com uma garrafa de whisky na mão. Ciro se
tornou o grande nome da oposição seja por sua inteligência e preparo em
criticar ou por sua espontaneidade em reagir aos insultos dos ultraconservadores.
É...
2019 foi marcante de várias formas. Ano que vem teremos eleições municipais. Vamos
ver como fica a conjuntura da política brasileira. Será que o antipetismo vai
continuar ainda muito forte e impedir que o PT conquiste grandes cidades? Será
que Bolsonaro, cada vez menos prestigiado, vai fracassar como cabo eleitoral?
Será que Ciro Gomes e o PDT vão continuar peitando os dois lados (Lulistas x
Bolsonaristas) com as eminentes e iminentes alianças formadas com PSB, PV e
Rede? Nos próximos meses obteremos estas respostas. Por hora é aproveitar o réveillon
com familiares e amigos e deixar as diferenças ideológicas de lado. E que 2020
seja bem melhor que o conturbado 2019!
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