CIRO PAZ, LUTA E CULTURA DEMOCRÁTICA: O CANDIDATO MAIS TOLERANTE DO DEBATE




Por André Luan Nunes Macedo

Se por um lado vimos um Guilherme Boulos mais iracundo, como quer se fazer mostrar, Ciro mostrou que a ideia de destemperado cabe mais a Daciolo e Bolsonaro, que ele próprio quando o assunto é debater ideias. Quando se fala do destino de milhares de patriotas que encaram o RÁPA para sobreviver. A solução: tirar o nome do SPC, oferecendo emprego e renda. Acabando com a farra bancária. Diminuindo imposto sobre os mais pobres e taxando lucros e dividendos sobre os mais ricos que estão há anos vivendo um carnaval de ganância, às custas da maioria. Ciro demonstrou que é o único capaz de mediar conflitos, sem perder as estribeiras.  

Marina cometeu um ato tão falho ao final que remeteu inicialmente a Ciro a capacidade de ser idôneo. Infelizmente, ela foi mais do mesmo. E, por incrível que pareça, a candidata tenta fazer um “revival” do lulismo. Associa sua biografia de lutadora – invejável, por sinal – a sua capacidade de governar a nação. Todos sabemos que a distância entre uma coisa e outra é a do Grand Canyon ao São Francisco – somando o fato de grande parte dos brasileiros rejeitarem essa narrativa como verdade absoluta.

Uma pena: Marina deveria estar entre nós. Ela seria uma ótima retaguarda para Ciro Gomes. Quem perdeu foi ela. Por outro lado, ganhamos um suporte prudente com a futura vice, Kátia Abreu.  

Outros subestimaram a capacidade do povo de saber quando não se deve cair na lorota professoral de político. Os premiados com tamanha ingenuidade foram os golpistas Alckmin e Meirelles: sutilmente prepotentes, sempre tratando as posições dos outros como “desinformações” e “completo desconhecimento”. Além de se declararem abertamente favoráveis à selvageria da Reforma Trabalhista. Enfim, faltou a humildade. Deveriam ter abandonado esse lado professor, que conversa com o povo brasileiro como se ele tivesse cinco anos de idade.  

Bolsonaro perdeu a cabeça ao final. Deu mole. Caiu na arapuca do Ciro. Cutucou o cearense com a vara curta. A peixeira da ironia foi tirada sutilmente, sendo capaz de tirar o cômico capitão fascista do sério.  

Acredito que as eleições, se fosse para definir um vencedor de performance logo no primeiro debate, deveriam ser disputadas, no primeiro turno, entre Ciro e Bolsonaro. São polos diferentes. Antagônicos. Espero que essa seja a vontade da maioria do povo brasileiro; de se discutir ideias.   

As eleições começaram bem. O debate foi muito bom. Sem dúvidas o povo brasileiro saiu mais feliz ao perceber a confrontação de ideias entre os candidatos. Vence a democracia. Tomara que ela retome seus bons trilhos.  

Somente Ciro é capaz de retomar o desenvolvimento do país. Não será feito sem uma árdua luta nos próximos meses. No entanto, a luta de Ciro é pela paz, a tolerância e a cultura democrática.  

Por fim, peço ao eleitor que não escolha logo de cara um candidato. Faça como o Ciro tem pedido: escute todos os candidatos, veja a distância entre quem propõe e o que já fez, a experiência necessária para governar o Brasil. Enfim, vote de fato. Não aperte somente três botões na urna. Em tempo: Saudações Brizolistas! “Nada mais forte que uma ideia cujo tempo chegou”.


André Luan Nunes Macedo é Doutorando em História pela Universidade Federal de Ouro Preto.

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