1989 vai se repetir como farsa e estaremos no segundo turno
Por André Luan Nunes Macedo
Para aqueles que acreditam que estamos abalados com a indicação de mais um poste ungido por Lula, não se esqueçam: pagaram um preço caro para isso. No segundo maior colégio eleitoral do país (Minas Gerais), o PSB está conosco.
Marília Arraes vendeu sua candidatura ao governo de Pernambuco por um preço altíssimo. Infelizmente, não irá além disso, pois sabe que as “tenebrosas transações” da "burrocracia petista", se caso enfrentadas diretamente, podem leva-la a expulsão do seu recém partido. Enfim, mesmo sendo vítima deste processo, Marília sai como a liderança popular promissora do Brasil Sertanejo.
Ganham Ciro e Câmara no Pernambuco: Marília vai ficar calada, vai olhar ao seu redor e ver que existe a ameaça Armando Monteiro e de uma direita bem robusta que quer tomar o Palácio das Princesas.
E os petistas pernambucanos? Irão aceitar o poste? Ou votarão em um nordestino que deveria ser a vanguarda da aliança do campo democrático? Um poste que não ganhou nem na sua própria aldeia quando candidato à reeleição em São Paulo é, de fato, alguém que representa os fortes anseios reformistas que o povo brasileiro precisa?
Voltando ao PSB: criamos uma cisão importante dentro do partido. As tenebrosas transações da "burrocracia petista" nos deu condições de fazer campanha com palanque em vários estados da Nação. Não há quem me explique isso: perder 40 segundos de Televisão com o objetivo de colocar um cidadão que não consegue ir ao Capão Redondo e ser aceito como candidato. Que tem a competência de perder para um Doria, ainda no primeiro turno.
Haddad tem o sotaque político forjado na elite intelectual paulistana. Foi cria da USP e da lógica tucana. Fala como um tucano, tem jeito professoral. Conversa com o povo brasileiro como se fosse uma criança de 10 anos de idade. Mas o verniz é vermelho. Em termos de Economia Política, não se iludam: manterá o arranjo de sempre. A Santíssima Trindade do Tripé Macroeconômico. Irá errar quanto à taxação dos mais ricos, causando ainda mais distúrbios e confusões pedagógicas entre o campo popular.
O PT tenta repetir a tragédia de 1989. No entanto, Ciro não é Brizola. Ciro não era líder das intenções de voto e foi “desidratado” por Lula da forma mais vil possível. Ciro fez um importante trabalho de base em várias regiões do país. Durante os últimos dois anos, não deixou de ir a um debate que foi convidado. Foi em inúmeras universidades. Conversou com empresários, industriais, movimentos sindicais e populares.
Se engana quem acha que Ciro não tem “base social”. A CSB hoje compõe a única candidatura nacional-desenvolvimentista ao Palácio do Planalto. Uma das maiores centrais sindicais da Pátria.
Hoje, quem está como espantalho é Lula e seu poste. Quem tramou um latifúndio improdutivo de alianças partidárias, com o objetivo de criar um sangramento da candidatura de Ciro, foi a burocracia do PT. Quem tem que lidar com o saldo do desgaste é Lula. Não estamos em 1989. A mesa virou. Hoje quem tem capacidade de crescimento é exatamente Ciro.
E 1989 vai se repetir como “farsa”. Mas, nessa farsa, quem irá ganhar com isso somos nós! O Socialismo Moreno chegará ao Segundo Turno. Anotem!
André Luan Nunes Macedo
Doutorando em História pela Universidade Federal de Ouro Preto

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