
Por
André Luan Nunes
Vamos
ao que interessa: Fernando Haddad é o “boy
magia” do mercado financeiro. É mais soft.
Tem a elegância da Avenida Paulista. Inclusive tem esse charme playboy e essa forma quase Alckmin de
falar as coisas como se estivesse conversando com uma criança de dez anos de
idade.
Forma
é conteúdo. Linguagem é práxis, já dizia o querido Gilberto Felisberto
Vasconcellos.
Seu
jeitão tucano deixa o mercado tranquilo, porque sabem que as tributações sobre
heranças e lucros e dividendos não ocorrerão no seu governo. Até porque
corre-se o risco de mais um estelionato eleitoral.
O
voto útil aqui é para barrar esse "desenvolvimentismo de sobras"
- ótimo termo do camarada Gustavo Castañon
- proposto pelo PT. Um desenvolvimentismo nem um pouco reformista.
Ciro,
por outro lado, representa o nacionalismo civil. Fala grosso com golpista.
Chama milico que quer dar golpe de "jumento de carga". Entende que os
banqueiros conformam o "baronato". Sabe que existe a possibilidade de
uma aliança nacional entre uma fração da burguesia brasileira e as massas
desorganizadas, ávidas por um emprego qualificado e pela industrialização do
país.
Ciro
é nordestino. Não se confunde com os lordes. Sempre optou pela distinção. Não
só ele como também sua vice do Brasil profundo, Kátia Abreu.
Forma
é conteúdo. Não caia no estilo clichê. No glamour
de esquerda vindo do outro lado e que governou por tanto tempo e quer nos levar
ao precipício de 1989. Se antes a luta era contra o neoliberalismo (Collor x
Lula), agora o aventureirismo do PT parece não reconhecer limites: quer ir ao
Segundo Turno para perder do protofascismo de uma chapa militarizada.
Dessa
vez, coloquemos a alma brizolista para derrotar o bloco conservador. Não
repitamos 1989. Vamos com o Brasil profundo. Vamos de Ciro Gomes e Kátia Abreu!
André Luan Nunes Macedo - Doutorando em História pela
Universidade Federal de Ouro Preto
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